» TÉCNICO SUECO DIZ QUE APRENDE MUITO COM O FUTEBOL BRASILEIRO
Data:10/12/2008
Fonte:Media Guide Comunicação
O técnico da seleção da Suécia, Lars Lagerbäck, se definiu como um otimista realista diante da platéia que lotava a sala da última palestra do Footecon 2008, declarando ter ficado nervoso ao receber o convite, por não saber o que dizer ao país que tem o melhor futebol do mundo. Lagerbäck disse ter aprendido muito com o futebol brasileiro, principalmente com o "professor Parreira". Lembrou que em 94 ouvia críticas da imprensa brasileira em relação ao trabalho do técnico, que cobrava uma seleção mais ofensiva, e defendeu o mestre.
“No futebol moderno é muito importante ter equilíbrio, priorizar o rendimento do grupo, sem esquecer as habilidades pessoais. Vê-lo atuar me ensinou muito como técnico”, declarou.
O trabalho em equipe e para a equipe parece mesmo guiar as ações do técnico, que disse ter como objetivo fazer sua seleção ser o melhor naquilo em que ela pode ser. Ouvir os jogadores sempre é um recurso do qual lança mão, deixando claro que a decisão final é sempre sua.
“Não posso dizer que se trata de uma democracia, porque eu tomo as decisões. Mas fazemos questão de nos reunir com os jogadores, ouvir deles como gostariam de trabalhar e, após isso, levando em conta suas colocações, decido com meu assistente e volto aos atletas para apresentar o plano”, explica.
A imposição de regras é um tema visto com reservas pelo treinador. Segundo ele, para cada regra imposta há que se ter uma punição. Em vez de perder tempo estabelecendo-as, é mais importante fazer os atletas entenderem que são privilegiados por defenderem a seleção de seu país, portanto têm que ter responsabilidade sobre isso. Uma das poucas imposições é aproibição de que parentes, amigos e namoradas durmam no mesmo hotel em que o time está concentrado o que, segundo Lars, só houve uma vez em que isso ocorreu, justamente com os três melhores jogadores do time, que tiveram de ser punidos.
“Comparo a concentração a um quartel militar, diferente apenas na qualidade das instalações e da comida”, brinca. Se um parecer triste, contagiará a todos, o riso é gratuito e deve ser praticado sem restrições”.
O mesmo se aplica ao respeito entre os jogadores. Não se pode obrigar duas pessoas a se gostarem, mas é essencial que os atletas se respeitem. Quem trabalha na equipe, mesmo que não esteja fazendo nada na hora do jogo, tem que se mantar concentrado.
Lars declara que o céu é o limite.
"O importante é fazer um bom papel com a equipe, valorizar sua opinião, e mostrar que, com trabalho duro, conhecimento e atitude é possível fazer mais que 100%", finalizou.
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